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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Prática profissional centrada no cuidado. Simpósio de Farmácia

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Colaboradora: Ana Brígida
O processo do cuidado requer cada vez mais dedicação, conhecimento e comprometimento dos profissionais de saúde independente da área de atuação. Com a atual situação crítica da saúde pública no Brasil, os atendimentos devem ser rápidos, nesse contexto o paciente não dispõe mais da atenção médica que necessita. Em casos de doenças que não apresentam bons prognósticos os pacientes assim como a família ficam fragilizados e a assistência principalmente psicológica que os profissionais de saúde dispunham antes, já não proporcionam mais.

Colaboradora: Ana Micheline
A diferença entre ser doente e estar doente para o paciente significa cuidados diferenciados por parte do profissional. A abordagem se restringe a atendimentos de caráter metódico, procedimentos técnicos que não consideram o cotidiano do paciente, se o episódio apresentado por ele poderia ser evitado apenas com mudança nos hábitos de vida, por exemplo, mas o cuidado fica restrito a prescrição de medicamentos, solicitações de exames e diagnósticos.

Colaborador: Sterffson Jota
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Esse modelo de atendimento é fortemente questionado por muitas vezes não apresentar resultados favoráveis no processo de cuidado, dessa forma se faz necessário adotar medidas que possibilite a existência de vínculo entre o cuidador e o paciente para que o tratamento não seja meramente farmacológico, mas sim que haja uma relação de confiança entre quem cuida e quem está sendo cuidado. A forma com que o profissional se dedica ao trabalho que exerce junto ao paciente é um ponto decisivo no sucesso do tratamento de forma que melhora a auto estima, torna os dias de internamento menos angustiantes, faz com que o paciente se sinta especial e tudo isso devido a forma como o profissional ver o paciente, um ser que deve ser respeitado, uma vida fragilizada, e não somente uma peça que faz parte do jogo que no fim do mês gera uma renda.

Fonte: I Simpósio de Farmácia. Talk-show - Da formação ao mercado de trabalho: como estabelecer uma prática profissional centrada no cuidado.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Campo elétrico pulsado na conservação de alimentos.

O mercado de alimentos está a cada dia mais seletivo e a tecnologia é uma forte aliada para diferenciação entre as indústrias alimentícias. O processamento de alimentos indiretamente causa contaminação por microrganismos e na tentativa de reduzir/eliminar esse risco, vem sendo criadas novas formas para manipular, embalar e armazenar esses produtos levando mais segurança quanto à qualidade ao consumidor.

As tecnologias não convencionais que as indústrias alimentícias utilizam atualmente processos não térmicos como o Campo elétrico pulsado de alta intensidade (CEPAI). A tecnologia submete o produto a campos de alta intensidade (de 5 a 55 kilovolts/cm) com pulsos elétricos de curta duração, repetidos muitas vezes com a finalidade de inativar enzimas e destruir microrganismos presentes naquele alimento.

Vantagens:
Evita ou reduz as mudanças nas propriedades sensoriais e físico-químicas dos alimentos;
pode ser usado como tecnologia única ou como complemento aos processamentos térmicos para preservação de alimentos;
Processamento energicamente eficiente comparado à pasteurização.

Desvantagens:
São ineficazes na inativação de esporos;
A geração de pulsos de alta voltagem tendo pico de energia suficiente (em megawatts) é a limitação do processo;
Processo que requer altos investimentos.

Referências:
1. Novos Métodos de Conservação de Alimentos. Disponível em: http://accaciamessano.com.br/wp-content/uploads/downloads/2011/07/NOVAS-TECNOLOGIAS-nutri-1sem-2010.pdf  Acesso em: 24 set 2015

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O que os rótulos omitem do consumidor?

Imagem: Cerveja sem álcool
     Os produtos industrializados são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, esta fiscaliza desde os processos de produção até o produto final que o consumidor encontra nas gôndolas de supermercados. Dentre os tipos de fiscalização, os rótulos são campeões em levar informações errôneas e muitas vezes omissão de matérias primas que contém em determinado produto. 

Imagem: Cerveja Zero?

     Um dos produtos que geram mais dúvida no consumidor quanto a veracidade das informações contidas nos rótulos é a cerveja zero álcool. A Associação Brasileira de Defesa da Saúde do Consumidor moveu uma ação em Outubro de 2014 contra a AMBEV por detectar que a cerveja zero produzida pela empresa continha na verdade 0,3 grama de álcool para cada 100 gramas da bebida. A empresa foi multada em R$1 milhão por declarar que a bebida continha 0% de álcool.
 Essa pequena quantidade de álcool encontrada poderia acusar embriaguez no caso de um condutor de veículo que tivesse ingerido em quantidade e recentemente e enquadra-lo como criminoso ao dirigir após ingestão de bebida alcoólica.                                                                               
      De acordo com a Lei nº 8.918, de 14 de julho de 1994, que dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas. O Art. 38 declara: 

III - quanto ao teor alcoólico, em:
a) cerveja sem álcool, quando seu conteúdo em álcool for menor ou igual a meio por cento em volume, não sendo obrigatória a declaração no rótulo do conteúdo alcoólico.

     Portanto nem toda informação contida nos rótulos dos produtos como ingredientes, tabelas nutricionais ou diferenciais como seria o caso da cerveja zero álcool podem trazer confiabilidade por parte dos consumidores. 

Fontes: 
Notícias Uol - Ambev é multada em R$ 1 milhão por informar que cerveja era 'sem álcool'.
Disponível em: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/10/01/ambev-e-multada-em-r-1-milhao-por-informar-que-cerveja-era-sem-alcool.htm  
Acesso em: 14/09/15

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Decreto 6871/2009
Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/sislegis/action/detalhaAto.do?method=recuperarTextoAtoTematicaPortal&codigoTematica=1265102
Acesso em: 14/09/15

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Como atua um farmacêutico na indústria alimentícia?


IMAGEM: crfce.org.br

 Essa certamente é a dúvida de muitas pessoas assim como você! Vamos saber mais...

    Mais comum do que imaginamos a atuação do farmacêutico na área do alimento tem uma nomenclatura específica para designar essa prática, o farmacêutico bromatologista é aquele que estuda o alimento e todas as suas particularidades.

   O início da participação do farmacêutico na indústria alimentícia se deu inicialmente nos laboratórios criados pelo governo por volta de 1892, quando foi criado o Instituto de Análises Químicas e Bromatológicas de São Paulo que, dentre o principal objetivo estabelecia-se o controle de qualidade dos alimentos processados, dentre as análises realizadas destacamos a análise físico-química, toxicológica e o controle microbiológico. 

    Dentro da grande área do alimento o farmacêutico pode desempenhar papeis em diversos setores como por exemplo o mais comum que é o laboratório de controle de qualidade de alimentos, assim como no setor de produção propriamente dito, no setor de pesquisa seja nas indústrias, universidades ou órgãos  públicos, o papel do farmacêutico é de grande importância porém de restrito reconhecimento. Nós garantimos produtos industrializados de qualidade na mesa dos consumidores!


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Atuação do farmacêutico na indústria de alimentos.


   Grande parte da população desconhece o papel que o profissional farmacêutico desempenha no campo industrial principalmente não sendo na área do medicamento e sim do alimento, visto que essa não é uma área especifica da farmácia podendo associar diversas especialidades. 

     Essa nova conquista do farmacêutico foi estabelecida em 2010 por meio da resolução 530 do CFF que dispões detalhadamente sobre as atividades a serem exercidas pelo profissional.  Dentro da indústria de alimentos o farmacêutico desempenha funções:

  • No desenvolvimento, produção e controle de qualidade dos alimentos industrializados, 
  • Realiza análise bromato e toxicológica, 
  • Controle microbiológico, químico e físico-químico tanto das matérias primas como do          produto final,
  • Desenvolve métodos para obtenção de produtos alimentícios para uso humano e veterinário e para uso enteral e parenteral,
  • Pode atuar também junto a vigilância sanitária de alimentos promovendo normatização e fiscalização para com as indústrias alimentícias.
      
     Para divulgar as diversas áreas em que o farmacêutico pode atuar, assim como valorizar o trabalho desempenhado por este, o Conselho Federal de Farmácia lançou em 2012 juntamente aos Conselhos Regionais uma campanha publicitária que mostra a população onde o profissional atua.