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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Interação entre medicamentos e alimentos - Vantagens e Desvantagens

Colaboradora: Ana Micheline

      Os alimentos são fonte de energia, vitaminas e de todas as macromoléculas necessárias para o bom funcionamento do organismo. Nesse contexto é indispensável para o ser humano uma nutrição adequada para que não haja déficit da atividade dos sistemas e do organismo como um todo. Porém algumas vezes em que se faz necessário o uso de medicamentos é importante procurar informações sobre o risco de interações entre os nutrientes e os fármacos, podem gerar situações como: Modificação do pH do conteúdo gastrintestinal, alterar a velocidade do esvaziamento gástrico, aumento da atividade peristáltica do intestino, competição pelos sítios de absorção, alteração do fluxo sanguíneo esplâncnico, ligação direta do fármaco com componentes dos alimentos também conhecida como complexação. 

Colaboradora: Ana Brígida

     Vantagens:
  • O aumento moderado da motilidade tanto pode favorecer a dissolução do medicamento, facilitando o contato das substâncias ativas com a superfície de absorção;
  • Alguns medicamentos desintegram-se mais facilmente com a alcalinização do pH gástrico; 
  • O esvaziamento gástrico lento pode aumentar a absorção de fármacos, prolongando o tempo de contato do princípio ativo com a superfície de absorção;
  • O aumento moderado da motilidade pode favorecer a dissolução do medicamento, facilitando o contato das substâncias ativas com a superfície de absorção;
  • A ingestão de alimentos aumenta o fluxo sanguíneo esplâncnico;
  • A presença de alimento protege a mucosa gástrica de possíveis agressões ocasionadas pelo medicamento.

Colaborador: Sterffson Jota

     Desvantagens:
  • A presença de nutrientes pode gerar competição pelos sítios de absorção, causando perda de eficácia do medicamento.
  • O aumento do pH gástrico em função dos alimentos ou líquidos pode reduzir a dissolução de algumas cápsulas e comprimidos.
  • O aumento moderado da motilidade intestinal pode diminuir a biodisponibilidade, em função da elevação da velocidade do trânsito intestinal.
  • A interação fármaco-nutriente pode ocorrer por mecanismo de complexação, resultando na diminuição da sua disponibilidade. 
  • Os fármacos podem modificar o metabolismo de nutrientes.


Referências: 

MOURA, M. R. L.; REYES, F. G.; Interação fármaco-nutriente: uma revisão. Rev. Nutr. vol.15 no.2 Campinas May/Aug. 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52732002000200011&script=sci_arttext. Acesso em: 20 Novembro 2015





segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Nutrição Esportiva - Conexão 2015

   
 Nutrição Esportiva
Nutrição Esportiva

Colaborador: Sterffson Jota
     
    Com o ritmo acelerado da rotina que as pessoas enfrentam atualmente é cada vez maior a preocupação com a qualidade de vida e cada vez mais evidenciado a importância de manter uma alimentação saudável aliada à prática de exercícios físicos. 
   A nutrição esportiva possibilita ao indivíduo que mantem atividades físicas regulares adquirir benefícios como aumento de massa muscular, fortalecimento do tecido muscular, redução do tecido adiposo, satisfação das necessidades nutricionais de cada pessoa de acordo com o gasto energético que ela apresenta, aumento da atividade do sistema antioxidante e imunológico, dentre diversos outros benefícios.

Colaborador: Ana Micheline

       Para maior performance são adotadas diversos tipos de dietas de pré e pós treino, elas devem apresentar alimentos que forneçam energia para que as atividades sejam realizadas com sucesso e sem nenhuma lesão causada por fadiga ou indisposição. No pré-treino devem ser consumidos alimentos de fácil digestão: frutas (banana, papaya, melão, pêra sem casca, caqui), carboidratos (pão branco ou o integral, batata, cereal) e proteínas (iogurte, queijo branco, carnes magras ou peito de peru). No pós-treino  é importante ter um consumo de proteína e de carboidrato logo na primeira hora pós-exercício. As proteínas são obtidas principalmente através de carnes magras, já os carboidratos de alimentos de alto índice glicêmico como a batata, pão, arroz e macarrão.

Colaborador: Ana Brígida

   Dentre diversas restrições para as pessoas que desejam ganhar massa muscular ou perder gordura, o álcool é um dos principais inimigos. Além de dificultar a absorção de nutrientes pelo organismo, o álcool reduz níveis de testosterona e causa deficiência de algumas vitaminas como a B1, B2, B6, B12 e C


Fontes:
Conexão Fametro 2015. Trabalhos Científicos. Palestra - Nutrição esportiva. 

BERTOLUCCI, P. Nutrição esportiva. Disponível em: http://www.patriciabertolucci.com.br/sobrenutricaoIndice.aspx?sobre=1. Acesso em 02/11/15


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Alimentos frescos minimamente processados embalados em atmosfera modificada: Introdução

Processamento Mínimo de Hortaliças e Frutas

O principal objetivo desse método de conservação é evitar a contaminação do alimento por manipulação excessiva. Dessa forma os alimentos são manipulados o mínimo possível e embalados num sistema que mistura gases favoráveis a determinado alimento, são eles: dióxido de carbono (CO2), o oxigênio (O2) e o nitrogênio (N2) que em proporções diferentes são capazes de manter as características de qualidade e retardar a degradação.

A embalagem com atmosfera modificada pode ser aplicada a uma diversidade de alimentos, como vegetais frescos, carnes, peixes, pães, produtos de confeitaria e laticínios. Ao contrário do que a maioria da população imagina, esses alimentos não são estéreis e necessitam de refrigeração pra controlar o crescimento de agentes patogênicos.


Podem ser utilizados materiais como plástico, vidro, metais e papel. Essa técnica favorece tanto ao produtor pela redução de perdas por expiração do prazo de validade, quanto para o consumidor pela oferta de produtos sempre frescos e relativamente seguros. 

Referências:
Revisão: Alimentos frescos minimamente processados embalados em atmosfera modificada.SANTOS, J. S. e OLIVEIRA, M. B. P. P. Braz. J. Food Technol., Campinas, v. 15, n. 1, p. 1-14, jan./mar. 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/bjft/v15n1/01.pdf   Acesso em: 01 Out 2015

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Radiação Ionizante - Vale a pena arriscar?



O estilo de vida da sociedade atual pede cada vez mais conveniência, facilidade e qualidade para tudo. Na alimentação não poderia ser diferente, pensando nisso a indústria de alimentos necessita apostar em novas tecnologias de conservação de alimentos que garanta ao consumidor qualidade, facilidade e maior tempo de prateleira. 


Dentre as novas tecnologias não convencionais de conservação de alimentos podemos destacar a radiação ionizante, onde um dos principais objetivos é a eliminação de microrganismos patogênicos e deteriorantes, esse processo atinge carboidratos, lipídeos e proteínas do alimento e assegura inocuidade do produto.


Possui vantagens diversas como, geração de pouco ou nenhum aquecimento, baixo requerimento de energia, podendo conservar alimentos em uma única operação, possibilita a irradiação de produtos embalados ou congelados, além de causar alterações no valor nutricional dos alimentos semelhantes a outros métodos de conservação. 

Já as desvantagens envolvem o fato de não se saber ainda as consequências a longo prazo desse tipo de processo para os indivíduos que se alimentam de produtos irradiados, é capaz de causar mudanças biológicas que podem afetar a proporcionalidade nutricional do alimento.

Fontes:
Influência das novas tecnologias de conservação sobre os alimentos de origem animal. Disponível em: http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/DisqDEzolaFIp7i_2013-6-24-15-16-28.pdf   Acesso em: 25/092015

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Campo elétrico pulsado na conservação de alimentos.

O mercado de alimentos está a cada dia mais seletivo e a tecnologia é uma forte aliada para diferenciação entre as indústrias alimentícias. O processamento de alimentos indiretamente causa contaminação por microrganismos e na tentativa de reduzir/eliminar esse risco, vem sendo criadas novas formas para manipular, embalar e armazenar esses produtos levando mais segurança quanto à qualidade ao consumidor.

As tecnologias não convencionais que as indústrias alimentícias utilizam atualmente processos não térmicos como o Campo elétrico pulsado de alta intensidade (CEPAI). A tecnologia submete o produto a campos de alta intensidade (de 5 a 55 kilovolts/cm) com pulsos elétricos de curta duração, repetidos muitas vezes com a finalidade de inativar enzimas e destruir microrganismos presentes naquele alimento.

Vantagens:
Evita ou reduz as mudanças nas propriedades sensoriais e físico-químicas dos alimentos;
pode ser usado como tecnologia única ou como complemento aos processamentos térmicos para preservação de alimentos;
Processamento energicamente eficiente comparado à pasteurização.

Desvantagens:
São ineficazes na inativação de esporos;
A geração de pulsos de alta voltagem tendo pico de energia suficiente (em megawatts) é a limitação do processo;
Processo que requer altos investimentos.

Referências:
1. Novos Métodos de Conservação de Alimentos. Disponível em: http://accaciamessano.com.br/wp-content/uploads/downloads/2011/07/NOVAS-TECNOLOGIAS-nutri-1sem-2010.pdf  Acesso em: 24 set 2015

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Microrganismos Benéficos

Quem poderia imaginar que microrganismos representados por fungos, bactérias, vírus, algas e protozoários, poderiam ser benéficos na alimentação dos seres humanos?  
Microrganismos Benéficos
É reconhecido cientificamente que a ingestão de alimentos que possuem microrganismos vivos os probióticos, favorecem a digestão e fortalecem a imunidade. Além da microbiota intestinal (bactérias mutualísticas) que é de extrema importância para o bom funcionamento do sistema digestório, alguns microrganismos são usados em indústrias para a produção de produtos químicos, como butanol, etanol e ácido cítrico, suplementos alimentares e enzimas. São também usados no processo de fermentação, sendo úteis na produção de pães, cervejas, vinhos, queijos, iogurtes e vinagres. 
A fermentação por microrganismos é aplicada não só pela indústria alimentícia, mas pela indústria farmacêutica para obtenção de medicamentos que não são facilmente produzidos por síntese química e necessitam de processos biológicos.

Outra utilidade desses minúsculos seres foi no combate a doenças onde o médico escocês Alexander Fleming  descobriu a penicilina, produzida pelo fungo Penicillium notatum.

Na indústria alimentícia podemos destacar algumas espécies e seus respectivos produtos:
Aspergillus oryzae - molho de soja. Estes dão um forte aroma e uma cor castanha-avermelhada escura. 
Rhizopus oligosporus – tempeh. Servido como a maior fonte de proteínas e nutrimentos essenciais em países como a Indonésia.
Corynebacterium glutamicum e a Brevibacterium flavum - ácido glutâmico e lisina.
Aspergillus niger - ácido cítrico. Usado em refrigerantes, produtos de confeitaria e na medicina.
Xanthomonas xantinas; Leuconostoc – dextrinas. Produzem gomas utilizadas como aditivos alimentares. 

Referências:

1. Onde menos esperamos: Microrganismos benéficos na nossa dieta Disponível em: http://www.eufic.org/article/pt/nutricao/alimentos-funcionais/artid/microrganismos-beneficos-dieta/ Acesso em: 17 set 2015

2. Quando os microrganismos salvam vidas. 

Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/286/quando-os-microrganismos-salvam-vidas Acesso em: 17 set 2015

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O que os rótulos omitem do consumidor?

Imagem: Cerveja sem álcool
     Os produtos industrializados são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, esta fiscaliza desde os processos de produção até o produto final que o consumidor encontra nas gôndolas de supermercados. Dentre os tipos de fiscalização, os rótulos são campeões em levar informações errôneas e muitas vezes omissão de matérias primas que contém em determinado produto. 

Imagem: Cerveja Zero?

     Um dos produtos que geram mais dúvida no consumidor quanto a veracidade das informações contidas nos rótulos é a cerveja zero álcool. A Associação Brasileira de Defesa da Saúde do Consumidor moveu uma ação em Outubro de 2014 contra a AMBEV por detectar que a cerveja zero produzida pela empresa continha na verdade 0,3 grama de álcool para cada 100 gramas da bebida. A empresa foi multada em R$1 milhão por declarar que a bebida continha 0% de álcool.
 Essa pequena quantidade de álcool encontrada poderia acusar embriaguez no caso de um condutor de veículo que tivesse ingerido em quantidade e recentemente e enquadra-lo como criminoso ao dirigir após ingestão de bebida alcoólica.                                                                               
      De acordo com a Lei nº 8.918, de 14 de julho de 1994, que dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas. O Art. 38 declara: 

III - quanto ao teor alcoólico, em:
a) cerveja sem álcool, quando seu conteúdo em álcool for menor ou igual a meio por cento em volume, não sendo obrigatória a declaração no rótulo do conteúdo alcoólico.

     Portanto nem toda informação contida nos rótulos dos produtos como ingredientes, tabelas nutricionais ou diferenciais como seria o caso da cerveja zero álcool podem trazer confiabilidade por parte dos consumidores. 

Fontes: 
Notícias Uol - Ambev é multada em R$ 1 milhão por informar que cerveja era 'sem álcool'.
Disponível em: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/10/01/ambev-e-multada-em-r-1-milhao-por-informar-que-cerveja-era-sem-alcool.htm  
Acesso em: 14/09/15

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Decreto 6871/2009
Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/sislegis/action/detalhaAto.do?method=recuperarTextoAtoTematicaPortal&codigoTematica=1265102
Acesso em: 14/09/15

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Cuidado! O sódio é um vilão que se esconde nas letrinhas pequenas dos rótulos.

A  alimentação  da  população  atual  vem  sofrendo importante declínio de qualidade principalmente devido  aos  produtos industrializados  e  ao estilo  de vida  da  maioria  das  pessoas.  É perceptível o aumento  significativo  de doenças  crônicas como  hipertensão e diabetes  entre pessoas  de   todas as idades, enquanto há alguns anos a incidência de tais problemas era maior em idosos. 

A maior preocupação dos órgãos de saúde é a alimentação infantil, pois nessa fase está atrelado ao desenvolvimento corporal e psicológico a qualidade de vida e estado de saúde e nutricional das crianças. É possível encontrar na maioria dos produtos destinados ao público infantil informações nutricionais com altas concentrações de sódio e açúcar, os principais vilões da atualidade estão presentes nos produtos industrializados preferidos das crianças.
    
Dentre alguns produtos que caíram no gosto dos pequenos, está o macarrão instantâneo, que além de apresentar sabor agradável para eles, a indústria impõe através da mídia, formas divertidas de comer. Para os pais que atualmente andam super atarefados é uma boa escolha visto a praticidade de preparo, e na concepção de muitos pais por não ser um doce, é saudável. O engano está ai! A quantidade de sódio que esse tipo de produto traz chama a atenção para o risco de desenvolvimento a longo prazo de hipertensão e dessa forma diminuição da qualidade de vida dessas crianças. 
 A tabela abaixo é do produto Cup Noodles da  Nissin ® Fonte: https://www.nissin.com.br/produtos/cup-noodles/noodles-costela-com-churrasco/

A quantidade de sódio supera todos os demais componentes nutricionais do produto. Nessa porção de  64g a porcentagem de sal é de 45% baseados em dieta de 2000kcal. Segundo a OMS a ingestão diária de sal  deve ser inferior a 5 gramas, mas não é o que acontece com grande parte dos indivíduos.

A atenção a essas informações devem ser constantes no dia a dia das famílias, na hora de escolher os produtos a levar para casa, analisar criticamente essas informações, pois a saúde, o bom estado nutricional depende em grande parte do que você escolhe para se alimentar.

Referências:
1. Sarno F et al. Consumo de sódio pela população brasileira.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de orçamentos familiares 2002-2003: aquisição alimentar domiciliar per capita. Rio de Janeiro; 2004. 
Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v47n3/0034-8910-rsp-47-03-0571.pdf  Acesso em: 17 Set 2015
2. Sociedade Brasileira de Hipertensão. OMS divulga novas orientações para consumo diário de sal e potássio.
Disponível em:  http://www.sbh.org.br/geral/noticias.asp?id=413 Acesso em: 17 Set 2015